O Evolua evitará a imposição, buscaremos a sutileza. Já seremos enormemente gratos por você, dentre todas as outras opções de lazer, ter optado por uma diversão compassiva e respeitaremos seu tempo de transição. Você se diverte, come bem e, quando sentir que há questões que quer esclarecer estaremos a sua disposição para um bom bate papo, material gráfico e visual.

 

Nesta parte oferecemos algum material para lhe dar embasamento.

Ao concluirmos que os animais são sujeitos de uma vida eles passam a ter direitos que devem ser garantidos. 

Disponibilizaremos abaixo alguns conceitos básicos, e também algumas informações sobre as condições de animais criados comercialmente, para que você possa compreender de onde se origina a motivação e determinação em se dedicar para mudar essa realidade indigna imposta, diariamente, a seres sencientes.

 

Os porta-vozes das indústrias de exploração animal e as normas, legitimam as práticas absurdas, com textos contendo palavras, que nem de perto traduzem a realidade vivida por bilhões de animais.

Afirmações como "bem estar animal", tratamento e abate humanitário, e guarda responsável assegurados pelas indústrias são usados rotineiramente.

O que faremos aqui nada mais é do que colocar o significado dessas palavra e, em seguida narrar brevemente, exemplos,  dos tipos de vida que são impostas aos animais, e deixamos para sua reflexão. Torcemos para que você indigne-se a ponto de mudar, e não admitir mais ser o consumidor final dessa cadeia de sofrimento.

Ao fim listaremos alguns sites e leituras para quem quer se aprofundar no assunto.

HUMANITÁRIO: marcado pela compaixão, empatia ou consideração por outros seres humanos ou animais. Caracterizado por bondade e misericórdia.

COMPAIXÃO: Sentimento de pesar que nos causam os males alheios, bem como uma vontade de ajudar o próximo. 

Sentimento de simpatia ou de piedade para com o sofrimento alheio, associado a vontade ou ao desejo de auxiliar de alguma forma.

EMPATIA: Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias.

Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc. 

BONDADE: Benignidade; inclinação para fazer o bem.

Benevolência; qualidade da pessoa que é boa e generosa.

Amabilidade; ação de quem é amável e cortês.

BEM ESTAR: Condição de quem se encontra satisfeito (fisicamente ou mentalmente).

Estado tranquilo; condição daquele que está seguro ou confortável; tranquilidade.

A reunião dos elementos que causam satisfação.

ABATE: Ação de derrubar uma árvore, de matar animais de corte.

DIREITOS ANIMAIS: ou “Direitos dos Animais”, ou seja, o direito natural, correto e justo, que diz que todo animal deve gozar à vida e à liberdade, independente do que diga a sociedade e sua legislação. Animais tem direitos mesmo que as leis permitam sua exploração porque as leis humanas estão sujeitas aos interesses do legislador. Conclui-se então que muitas vezes a legislação não goza de legitimidade. Como diziam os romanos “non omne quod licet honestum est” (nem tudo o que é legal é honesto). Seres humanos e animais possuem interesses básicos semelhantes que podem ser sintetizados nas idéias de preservação da própria vida, de sua integridade física e de sua liberdade. A maioria dos animais, tal como os humanos, são capazes de sentir dor, medo, frustração, fome... e da mesma forma que consideramos imoral causar dor, medo, frustração ou fome a um ser humano, assim devemos considerar em relação aos animais. É claro que humanos e outros animais são diferentes, e as espécies animais são diferentes entre si, mas estas diferenças não devem ser levadas em consideração no que diz respeito a esses direitos básicos.  Apesar de todas as diferenças existentes entre os seres humanos, reconhecemos que todos tem em comum os sentimentos, a vontade de preservar suas vidas, integridade física e liberdade. O mesmo podemos dizer dos animais.

SENCIÊNCIA: a capacidade de sentir, é o que diferencia a maioria dos animais dos vegetais e dos minerais.  à semelhança do ser humano, animais de fato experimentam sensações  Com base no conceito de senciência entendemos que animais possuem seus próprios interesses, sendo que os principais deles são: Continuarem vivos, evitarem sensações desagradáveis e viverem de acordo com sua natureza. Contrários a esses interesses são o abate de animais, seu aprisionamento e sua submissão a atividades contrárias à sua natureza.

Animais não existem para satisfazer aos interesses humanos e não podem ser considerados propriedades humanas. Qualquer ideia que contrarie os interesses dos animais, ou seja, que os reconheça como propriedade ou como meios para nossos fins, é contrária aos Direitos Animais.

VEGANISMO: ideologia que busca o fim da exploração e crueldade com os animais. Por isso, não consome nenhum produto de origem animal, ou que contenha ingredientes dessa origem, podendo ser alimentos, roupas e calçados de couro e outras peles, cosméticos, produtos de higiene, limpeza e etc. Também evita produtos testados em animais e atividades que os explorem, como comércio de animais, rodeios, vaquejadas, circos e etc. O veganismo é a prática dos direitos animais e só por meio dele esses direitos se fazem respeitar. O veganismo é uma obrigação moral de todo ser humano, especialmente daquele que diz reconhecer que animais tem direitos. Não faz sentido que uma pessoa diga defender os direitos animais sem que ela mesma tenha adotado o veganismo. O veganismo é o primeiro degrau evolucionário para aqueles que defendem os direitos animais.

BEM-ESTARISMO e EXPLORAÇÃO ANIMAL:  principal força opositora aos direitos animais encontra-se no movimento de bem-estar animal. Embora esse movimento carregue “bem-estar animal” no nome, bem como uma retórica elaborada de modo a aparentemente promover os interesses dos animais e o humanitarismo, esse movimento se caracteriza pelo especismo e utilitarismo e tem como propósito implementar formas mais eficientes de exploração animal e não seu fim. Não, é, portanto, um movimento que se preocupa em preservar os interesses dos animais, mas sim na continuidade de sua exploração. De acordo com o movimento bem-estarista, o erro não está em matar animais para comer, mas sim na forma como esses animais são criados e mortos; o erro não está em utilizá-los em experimentos científicos, mas na forma como eles são mantidos em laboratórios e utilizados nos experimentos; o erro não está em domesticá-los para fazê-los trabalhar, mas em submetê-los a horas excessivas de trabalho.

Não é obviamente um movimento que atende aos interesses dos animais, mas sim aos interesses daqueles que os exploram, pois essas pequenas modificações de processo apenas tornam a exploração animal algo mais aceitável pela sociedade. Além disso, produtos advindos dessas outras formas de exploração tendem a ser mais valorizados e o que pode parecer maior custo é na verdade investimento.

ABOLICIONISMO ANIMAL: é uma abordagem dos direitos animais que requer a abolição da exploração animal e rejeita a regulação da exploração animal, é baseada na senciência animal, considera o veganismo a base moral da posição dos direitos animais; rejeita toda violência e promove um ativismo em forma de educação vegana não violenta e criativa que desafia a crença de que é aceitável utilizar animais.

 

 

Cabe destacar trechos do livro Jaulas Vazias de Tom Regan, que esclarecem:


"Como nós esses animais estão no mundo, conscientes do mundo e conscientes do que acontece com eles. E, como ocorre conosco, o que acontece com esses animais é importante para eles, quer alguém mais se preocupe com isso ou não."

 

O assunto neste trecho do livro é a defesa de vulneráveis, como crianças, presas fáceis de quem quiser tirar vantagem pessoal ou pública da sua exploração. Em situações como essa nós temos o dever de intervir, o dever de nos manifestar em sua defesa. "O mesmo vale quando as vítimas são animais não humanos. Temos o dever de intervir em seu nome, o dever de nos manifestar em sua defesa. Nós devemos a essas vítimas animais, ajuda é algo que lhes é devido, não algo que seria "superlegal" da nossa parte, lhes dar. A própria falta de habilidade delas para defender seus direitos torna ainda maior, e não menor, o nosso dever de ajudá-las."

 

"O fato de não podermos fazer tudo em defesa daqueles que são incapazes de se defender não significa que devamos nos contentar em não fazer nada."

 

"Tudo isso emerge como algo que precisa parar, e não ficar mais "humanitário".



A INDÚSTRIA da VITELA: A vitela é consagrada pela maciez, considerada iguaria e servida em elegantes locais. 

Por trás: "bezerros alimentados de maneira especial", nascidos de rebanho leiteiro. A indústria de vitela, ou seja, carne de bezerros bem jovens, alimentados com uma mistura de leite em pó sem gordura, vitaminas minerais, açúcar, antibióticos, drogas para promover o crescimento rápido e um mínimo de ferro apenas para ele não morrer. São arrancados de suas mães horas ou dias depois de nascerem, deixando uma mãe gritando pela dor da separação, e gritando também por não entender nada desse mundo cruel que tão mal o recebeu. Crescem com anemia crônica. As condições de confinamento asseguram que seus músculos permaneçam moles e fracos, para que sua carne obtenha o grau de maciez que atenda a exigência dos consumidores.

Para o sistema funcionar, os vitelos ficam permanentemente presos em baias individuais de madeira, pois como lambem, o ferro pode deixar a carne vermelha e "desvalorizar a mercadoria", dormem sobre seus excrementos, não podem se movimentar, o que prejudica sua anatomia, joelhos, que ficam visivelmente inchados e doloridos.

Comprovadamente bezerros criados para vitela sofrem física e psicologicamente, lhes é negado simplesmente tudo que responda à sua natureza.

A INDÚSTRIA do PORCO: Vida média de quatro a seis meses, das quais passam em pé ou dormindo em superfícies de telas de arame (ao nascerem), e sobre barras de metal ou concreto (ao crescerem um pouquinho). Ferimentos nos pés e nas pernas, escoriações e contusões na pele são a regra - e nunca são tratados. Disenteria, cólera e triquiase são comuns. Porquinhos recém nascidos tem seus rabos removidos e as orelhas mutiladas, sem anestesia. Os porquinhos que não crescem rápido o suficiente são mortos por meio de pancadas na cabeça contra o chão de concreto. Como o ar fica cheio de amônia, proveniente dos dejetos, somadas a poeira e partículas de pele e pelo, a maioria dos porcos sofre de problemas respiratório.

As porcas reprodutoras pesando até 180 quilos, ficam confinadas em baias de 61 cm de largura durante a maior parte de sua vida de sucessivas gestações. Prende-las com coleiras à parte frontal de suas baias, por meio de barras de contenção, diminui ainda mais sua mobilidade. Tudo isso para atender a alimentação dos humanos!

Em um estudo científico observou-se que, em circunstâncias livres os porcos constroem uma série de ninhos comunitários de uma maneira muito cooperativa. Os ninhos ficam bem longe dos locais onde eles se alimentavam e eles andavam pelo menos 7 metros antes de urinar ou defecar. Observou-se vínculos sociais complexos entre eles. 

Porcas grávidas escolhiam um lugar para seu parto, a uma distância significativa do ninho comunitário. Durante alguns dias proibia visita, até permitir aproximação.

Transformar porcos em mercadoria, reduzi-los deliberadamente a meras coisas: é isso que caracteriza a ideia fixa da indústria. Lhes é negado simplesmente tudo que responda à sua natureza.


INDÚSTRIA DE AVES: Inclui a produção de patos, gansos, galinhas d`angolas, faisões, pombos, codornizes, perus e galinhas, as mais numerosas pela carne ou ovos. 

Frangos de Corte: criados em chão batido, dentro de galpões de metal de teto baixo, alguns dos quais podendo conter até 30 mil aves. O espaço médio é menor do que 0,1 metro quadrado para cada animal maduro. Como resultado do cruzamento seletivo, os frangos de hoje, pesam quase o dobro do que seus antepassados. Entretanto o esqueleto desses animais permaneceu o mesmo, então é comum eles terem vértebras machucadas, ossos quebrados e juntas inflamadas. O excesso de peso prejudica seu sistema cardiovascular e infartos acontecem todo dia. O odor opressivo de amônia vem das fezes em decomposição. Os vapores da amônia atacam o sistema imune e o aparelho respiratório dos animais, doenças dos olhos e cegueira não são incomuns. Uma vida caracterizada por privação crônica e intenso sofrimento. Lhes é negado simplesmente tudo que responda à sua natureza.

Poedeiras:

A INDÚSTRIA DE GADO:

Gado Leiteiro: Pelo menos a metade do gado leiteiro dos Estados Unidos é criada permanentemente dentro de instalações, quase sempre sobre o concreto, um tipo de piso ao qual esses animais não se adaptam anatomicamente. Consequência, dor para levantar-se e para permanecer em pé. O gado não criado dentro de instalações fica nos "terrenos secos", que são recintos cercados e sem qualquer atrativo, sem um fio de capim para pastar, nem uma cama de palha para deitar-se. Quando  não são mais tão "produtivas", são vendidas para serem transformadas em produtos de carne baratos. (40% dos hamburgueres vendidos nos mercados e restaurantes são de vacas descartadas).

Como resultado da manipulação genética e do cruzamento seletivo, algumas vacas leiteiras produzem até 44 litros de leite por dia, dez vezes sua capacidade normal. Esse excesso de peso tensiona o úbere e agrava os danos aos joelhos e ancas, Vinte por cento desses animais sofre de mastite, uma inflamação do úbere, com isso produzem pus, que vai para o leite, a mastite é combatida com antibióticos, que vai para o leite, somadas aos hormônios já ingeridos, que foram para o leite, o resultado é um leite de péssima qualidade, que está longe de trazer saúde para os humanos.

Assistam esse vídeo que, sem considerar a causa animal, foca nas propriedades nutricionais do leite para os humanos: 

O Mito do Leite - Porque estamos sendo enganados!

Vacas leiteiras saudáveis, em um ambiente favorável, podem viver até 25 anos. As vacas leiteiras industriais são abatidas em média com 4 anos!

 

Gado de Corte: Gado vendido como carne é marcado a ferro quente, tem os chifres mutilados e, se for macho, é castrado - tudo sem anestesia. Não é incomum os animais nascerem em um estado do país, ser criados em um segundo e abatidos em um terceiro. Água, comida e atendimento veterinário não são fornecidos durante o transporte, nem mesmo por centenas de quilômetros. A maioria do gado de corte passa grande parte da vida em currais de engorda. Vive permanentemente exposto, sem proteção nem nada sobre o que se deitar, exceto terra seca, lama e esterco. Por natureza esses animas são ruminantes preferindo grama, capim e outras fibras. Nos currais de engorda, sua dieta consiste de grãos, (junto com fortes de estimulantes de crescimento) aceleram a engorda e dão à sua carne o branco mármores característicos dos cortes mais caros de carne.

 

Lhes é negado simplesmente tudo que responda à sua natureza.

 

A INDÚSTRIA DE FOIE GRAS:

Esta iguaria típica da França é um patê gorduroso feito com o fígado dilatado de patos, gansos e marrecos. Para que o órgão fique hiperdesenvolvido, as aves são submetidas a uma vida confinada e uma alimentação forçada

Esta violência, inerente à produção do foie gras, justifica por si só a abolição do mesmo. Mas para a maioria destes animais o calvário não acaba com a brutalidade da engorda. Muitos são amputados de uma parte do seu bico, sem anestesia, com uma pinça ou com uma simples tesourada.

Na natureza, os patos passam a maior parte do tempo da sua vida na água. Mas, nestas criações, muitos encontram-se fechados em barracões e em gaiolas onde as suas patas se ferem por causa do chão feito de rede de arame. As gaiolas são tão pequenas que nem sequer se podem virar, muito menos pôr-se de pé ou estender as asas. Entre os que resistem até ao dia da matança, muitos são os que partem ossos quando são transportados, manipulados e por fim pendurados de cabeça para baixo para serem eletrocutados e sangrados. As patas, uma vez que produzem um fígado mais venoso que os machos, são, na maioria, trituradas vivas ou gaseadas pouco após o nascimento.

Leiam o processe completo neste bem escrito artigo:

http://www.stopgavage.com/pt/manifesto

CARACTERÍSTICAS dos PEIXES: Não propriamente informações sobre a indústria, mas achamos relevante disponibilizar alguns entendimentos sobre os peixes.

"Como os humanos, os peixes têm a fisiologia, a anatomia, o cérebro e a medula espinhal complexos. Além disso, eles têm terminações nervosas altamente desenvolvidas perto da superfície de seus corpos, especialmente perto da boca."

"experiência clínica direta e pesquisas científicas levaram a compreender que esses animais sentem dor."

quanto ao comportamento os peixes, " mostraram que vivem em grupos estáveis "famílias", se reconhecem uns aos outros. Podem se lembrar de como membros da mesma espécie se comportaram no passado e alterar o próprio comportamento de acordo com o deles. Peixes sabem onde estão e para onde estão indo.

Notas

As informações desta seção foram extraídas de:

Regan, Tom

Jaulas Vazias: Encarando o desafio dos direitos animais

tradução: Regina Rheda

Porto Alegre, RS : Lugano, 2006

 

http://www.sociedadevegana.org/

http://www.stopgavage.com/pt/manifesto

www.wikipedia.com

Saiba mais

Pesquise mais sobre o assunto, abaixo listamos boas fontes

de aprendizagem, de grupos que realizam trabalhos louváveis para a causa, assim como dicas de vídeos e sites de receitas e saúde.

Veddas

Olhar Animal - Em defesa dos seres sencientes

Vista-se 

http://www.escolhaveg.com.br/

Equipe Multiesportiva Força Vegana

http://legacy.vegankit.com/learn

http://tryveg.com/

Documentários e filmes:

Vista-se Docs

Receitas:

Presunto Vegetariano

Pensando ao Contrário

VegetariRango

Veggie e Tal

The Veggie Voice

Menu Vegano

Guia Vegano